sábado, outubro 29, 2005

Nós, nordestinos



Somos engraçados pra caralho. Somos as almas penadas do inferno e sabemos disso. Os índios, os orcs, os stormtroopers, os vietcongues, os comunas, os terroristas muçulmanos. Mais ou menos o que vocês brasileiros são pro resto do mundo. Nunca tivemos todos os dentes. Nosso dialeto é o mais divertente. Nossos "costumes" então... Oh, sim. E não incomodamos veramente ninguém. Protagonizem a história vocês aí, torcedores de grêmios azulzinhos, palestras e outros times que interessam. Que a gente se vira por aqui.
Fico preocupado com os galeguinhos do Grêmio, por exemplo, expostos ao absurdo calor recifense, ao horror da torcida desdentada do Santa Cruz. Fico preocupado com os pobres sub-17 da Portuguesa no campo de várzea dos Aflitos. Alvirrubros, vossa aristocrática torcida, do ponto de vista de um torcedor não-orc, é tão orc quanto qualquer outra de pééérrr-nam-buuu-co, não esqueçam. Demos graças ao Senhor, porque o juizão veio do Rio ou de Sampa pra nos civilizar por esses breves noventa minutos.

Ah, o segundo tempo começou e eu vou lá torcer pelos índios.

Ráu.

P.S.: A versão do jogo pelos comentaristas da televisão foi (acabou em 1x1) a melhor coisa.

P.P.S.: Paixão é mesmo coisa de emputecer.

P.P.P.S.: Tá, eu sei que a culpa é toda do mané fela da puta que perdeu o pênalti, eu sei...

P.P.P.P.S.: Agora lembrei do infeliz de Camarões que perdeu o pênalti mais decisivo da história do país (o estádio lotado de torcedores camaroneses). Isso, o pênalti-perdido-aos-45-do-segundo-tempo que tirou o país africano da próxima copa. Não topo destruir a casa e o carro de Reinaldo, amigos orcs, mas uma boa sova tá valendo muito. Oh, sim.

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