Corujinha, corujinha, que feinha que é você...
Não tenho fotos, não tenho testemunhas, não tenho nada. Espero que a memória de uma criança de nove anos seja mesmo pau pra toda obra.
Nervoso e sua banda, Os Calmantes, estiveram em Aracaju, sim. E fizeram uma breve baldeação na casa de um pirralho que sabe cantar metade das músicas. Sim, o pirralho já foi advertido uma vez inclusive a não cantar "Já Desmanchei Minha Relação" na escola, que é muito sofrimento ser haole everywhere tão jovem. Cante músicas de Latino, meu filho, oh sim. Quando você chegar à faixa amarela do judô, ok calhounes, pode arriscar algumas coisas mais queridas, mas por enquanto não, oh não. Não tenho fotos, nem áudio, nada além de uma safra razu de acetilcolina nos lugares certos, embora não, não seja um funes-o-memorioso nem nada que o valha, nem uma outra via ou mídia que compartilhe a cena no cruzamento, à tardinha, com a rua meio deserta e Pablo e André Paixão, autor dos seus cânticos colegiais, cantando "A Visita". Vinham logo atrás de mim, não virei pra olhar, não quis, melhor que ter visto. Sim. Tão melhor quanto Kiko, o baixista zz top conversando pelo msn aqui do lado com o filho, enquanto outro moleque lhe fazia questionamentos dignos da ciranda da ciência. Tão melhor quanto o show em si, de roupas brancas sob luz verde, tecnicamente impecável. Mas seria até pouco demais ser tão somente apenasmente limitadamente "tecnicamente impecável". Pablo fez nove anos hoje. E ganhou "A Visita", ao vivo, dedicada como "um parabéns pra você" pela banda. Sim, aposto minhas fichas: duvido que ele esqueça. Segundo as atas de Alzheimer, a memória musical é a última que escoa. Aposto de boa fé que em 2083 ele ainda lembrará. Não me decepcione, vovô Pablo. Sim. Não, não registrei nada. Nada. Ele fazendo nove anos à meia noite, a banda subindo ao palco quase duas da manhã (culpa de um clone mini-me de Chico Science, com um show de abertura interminável e uma goga de torrar & moer culhão), ele lá dentro do Tequila Café com uma camisa preta dada por Nervoso (mas ele é tão calmo, por que chamam o menino de nervoso?, quis saber Dona Elza), tomando canas de coca-cola. Ele comprando o cd nas entocas, colocando no meu bolso. Sim. Não, nada. Não esqueça, pirralho.
Pra coroar o supra-sumo da corujice, a cópia do último post on the road de Nervoso:
ARACAJU, 13/10/2005
Olá aqui de Maceió!
Estamos a caminho de Recife, onde tocaremos no Teatro Mauricio de Nassau, em Recife Antigo. Ontem tivemos uma noite bem bacana, no Tequila Cafe, uma casa noturna de primeira em Aracaju. Tivemos a honra de conhecer nosso fã mais jovem, o Pablo, que completou nove anos na noite do nosso show, cantando nossas músicas.
Bom, volto a escrever assim que puder. Estamos aqui na correria, só pra variar um pouquinho.
Até!
por nervoso 12:57 PM


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