domingo, setembro 27, 2009

The Last International Playboys




Diz-se que ele viu Django Reinhardt ao vivo em Paris nos anos 30, aqueceu Carmen Miranda no inverno, tirou um som com Villa-Lobos e Pixinguinha, participou - como compositor, arranjador ou músico - de mais de 800 trilhas pro cinema e televisão (Além da Imaginação , Os Imperdoáveis e grande elenco), tornou-se patrimônio de Hollywood, ganhou um caraião de bonecos do Grammy e, assim, como quem vai na esquina, tocou aquele bandolim da trilha de Il Padrino, o primeirão, em 72. Dá até pra esquecer que era um guitarrista-monstro e que tocava bossa-nova antes da bossa existir. Como se esquece que tem uma obra à parte, dedicada à música clássica.


É o tipo de artista que se você desconhece isto diz mais sobre você do que sobre ele.


...foi mal, me empolguei na defesa dos valores do passado. hahaha


Domingo bonitão, as plantas loucas, no cio, perfumando a casa, a rua, as panelas no fogo depois da prontíssima-entrega do disk-gás, Juventus x Bologna na TV (quando Diego - que volta de contusão - for substituído no segundo tempo, o jogo perderá a graça, então mudarei de canal), Pequeno Gafanhoto tocando "Californication" e comentando o jogo ...

Daí pensei em Laurindo e na vida, quando ela parece perfeita.


E por isso Gianni Agnelli pula de novo no oceano.


"Blue Skies" e "Misirlou", céu e mar. Dã.


Chuif.


Depois boto um Carcass, porque de doce

(você sabe..., tô ligado)

basta a vida.

|m|


Blue Skies - Laurindo Almeida


Misirlou - Laurindo Almeida

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