segunda-feira, setembro 21, 2009

Há sempre um lado que pese



Por mais que tente, perdi a manha de rememorar. Não lembro como lhe contaria o que você não viu e o que não lembra (acho que dispunha de muito tempo: havia me preparado via tentativa-e-erro). As palavras que escolhera, o jeito, a pegada. E eu tenho todas aquelas lembranças vivinhas, debaixo de enfeites de rua, de interiores, barulho nenhum, barulhos de povo.

Engraçado esse povo envelhecido uma década

milhares que lembram as mesmas

mesmíssimas

coisas.


Tá, não vou enrolar, perdi as chaves.

Como não vou mentir (nesse próximo minuto): agora que a música acabou, já perdi tarde.

...

Amanhã boto os 3 minutos e 31 segundos que dão acesso a esse passado sem provas.
.

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