A banda predileta da casa
Meu primeiro show do Eddie foi em 92. Ou 91. Ou 90, acho. Até hoje não descobri o motivo de gostar mais deles que de outras bandas de quem já gosto muito. Talvez a música abaixo explique, talvez não. Algumas músicas do Eddie são lugares onde sei chegar de olhos fechados, outras são cenas inteiras que nem precisam dessa frescurinha de olhos fechados pra rodar na minha mente. Elas também são trilhas de sensações familiares que já não sinto com tanta freqüência. Resultado: tenho motivos de sobra pra ficar francamente feliz cada vez que lembro que os caras nunca pararam de tocar.
Vi shows e tive fitas-demo das várias formações. Embora tenha mais saudades do esquadrão do meio dos 90 (Fabinho, Rogério, Berna e Maninho), o som deles não parou de melhorar, não deixou de materializar 50% das coisas que gosto. E estas são muitas e dificilmente materializáveis.
Mentira... hahahaha
Pra quem não tem carteira de sócio vitalício, um aviso: a música abaixo é cantada por Erasto Vasconcelos, a voz lesada que trinca a porcelana da família, que dói no pâncreas. É uma sensação particular, íntima, privativa, como a camisa furada e sambada de algodão que calha de ser a sua preferida.
Se você não gostar, eu vou entender.
Danada - Eddie
(Metropolitano - 2006)
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