Blogando desde Janeiro de 2003
Existem algumas expressões muito feias no mundo: internet 2.0 (e 1.0 e 3.0), via de mão dupla, novas mídias e o caralhaquatro (que é adorável). No dia em que descobri que poderia escrever o que desse na telha e publicar na internet, a única coisa que me passou pela cabeça foi "até quando essa porra vai ser de graça?" Cinco anos se passaram e no íntimo só reconheço duas palavras como aptas a definir um blog: passatempo solitário. Passatempo e Solitário. Sei que existem os leitores, e sei que os leitores escrevem de volta e fazem o escrevinhador de plantão ler também. Todo mundo tem que fazer concessões. Mas blogar continua sendo um troço não muito sério e não muito caloroso. Algo que impõe uma lógica que quase sempre tarda e nunca falha, deslindada em duas pequenas partes, as letras miúdas do contrato que todo homem ou mulher que bloga assina: 1) não há prazo de validade nem morte definitiva pra um blog, posto que é passatempo, e passatempos têm serventias inesperadas, impontuais e sem maiores gravidades; 2) continuidade de cu é rola, já que nem sempre a solitude é bem-vinda (ou possível) e já que existem outras mil alternativas para o solitário.
Sendo assim, eu nunca parei, nunca deixei o blog às traças, nunca fui repetitivo, nunca fiquei sem assunto, nem implodi meu querido diário. E la nave va.


2 Comentários:
Já implodiu sim, uma vez, num passado obscuro...
Auto-flagelação, Anônimo, auto-flagelação. O povo chama de auto-ironia, mas aqui no tatarecords a ironia tá proscrita.
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